Morte em rope jump: como cor de cabelo livrou instrutor de responder por sumiço de câmera que gravou queda de jovem

  • 02/07/2026
(Foto: Reprodução)
Mulher morre após ser jogada de altura de 40 metros sem cordas em rope jump A Polícia Civil afastou a suspeita de que o instrutor João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, o 'Alemão', seja o responsável por sumir com a câmera que gravou a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. O equipamento estava fixado ao braço da vítima e desapareceu após ela ser lançada sem cordas de uma ponte durante salto de rope jump (modalidade de salto em pêndulo com cordas). A câmera é considerada essencial para esclarecer a dinâmica do caso, informou a polícia. O caso ocorreu em 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). A polícia investiga não apenas o homicídio por parte dos instrutores da equipe, mas também a ocultação de provas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp O fator determinante para descartar, ao menos nesta fase da investigação, a participação de João Antonio na adulteração da cena da morte foi a cor do cabelo. O instrutor possui os fios tingidos de "loiro muito claro", enquanto testemunhas relataram aos investigadores que a pessoa que retirou a câmera do braço da jovem tinha cabelo escuro. A informação consta no segundo inquérito do caso, finalizado nesta segunda-feira (30) e que o g1 teve acesso nesta quinta-feira (2). Com o afastamento da suspeita sobre João, os indícios de ocultação da prova passam a recair sobre outros dois integrantes da equipe que organizava os saltos. “Nesse contexto, os indícios colhidos passam a recair, ao menos nesta fase inicial da investigação, sobre os investigados Gabriel e Kauê”, escreve o inquérito policial. João está preso desde 20 de junho, mas a Polícia informou que já pediu a revogação da prisão temporária dele. Desde a prisão, João e os advogados negavam que ele tivesse pegado a câmera. Em carta, suspeito preso nega ter retirado câmera que estava com jovem lançada sem cordas Em nota nesta quinta-feira (2), os advogados de João Antonio, Vitor Aurélio e Ana Flávia de Almeida Foguel, informaram que o instrutor deve ser indenizado pelo período preso. "A Defesa lamenta o julgamento antecipado que João sofreu e o tempo que permaneceu em cárcere de forma ilegal, especialmente porque nunca houve qualquer indício de que ele teria desaparecido com referido objeto. Desde o início da segregação, esta se mostrou ilegal e desnecessária, sendo apontado todos os vícios pelos advogados subscritores. Apesar das graves e irreparáveis consequências pessoais que isso gerou em sua vida pessoal, restou comprovado que ele não praticou qualquer crime, devendo, inclusive, ser indenizado pelo período em que permaneceu, indevidamente, preso", escrevem em nota. Mulher morre em salto de bungee jump no interior de SP; testemunha diz à PM que empresa esqueceu de colocar corda Reprodução Quem são os novos suspeitos? Kauê Felipe Silva Silveira e Gabriel Barros Martins são integrantes da organização de rope jump e investigados pela possível ocultação da câmera. O relatório policial apontou que ambos possuem cabelo escuro e usavam uniforme no dia do evento. A defesa de Gabriel Barros informou que a nova suspeita é um equívoco. O g1 tentou localizar a defesa de Kauê Felipe, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem. Apesar de investigados pela possível ocultação, a polícia pediu a revogação da prisão de Gabriel (que estava detido desde 20 de junho) e não indiciou nem ele e nem Kauê por falta de provas de participação direta na morte ou na ocultação de evidências. Suposta mandante Morte em Rope Jump: veja depoimento de apontada como organizadora do evento O documentou apontou a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, como a mandante da pessoa que sumiu com a câmera. Segundo depoimento do investigado Luís Gustavo de Oliveira, logo após o acidente, Evelyne demonstrou extrema preocupação, solicitando expressamente que buscassem a câmera para apagar o vídeo. Ele afirmou que recusou o pedido para priorizar o socorro da vítima. Em depoimento, João Antonio disse que ouviu de uma pessoa, que não identificou, o relato de que Evelyne pediu a um integrante que pegasse a câmera. Evelyne foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual. A defesa de Evelyne, conduzida pelo advogado Maurício Marchiori, discordou do indiciamento e afirmou que as teses defensivas serão apresentadas no momento oportuno, confiando no devido processo legal e na presunção de inocência. Inquéritos O segundo inquérito buscou delimitar a responsabilidade penal de cinco integrantes do grupo que realizava os saltos de rope jump e que estavam no local. Já o primeiro inquérito do caso resultou no indiciamento de três integrantes do grupo, que lançaram a jovem da ponte, por homicídio com dolo eventual. Eles foram presos no dia da morte. Ponte do Esqueleto, em Limeira; jovem de 21 anos morreu após fazer salto de rope jump sem corda Wesley Almeida/EPTV LEIA TAMBÉM: Apaixonada por natureza e atividades ao ar livre: quem era Maria Eduarda Enfermeira que ia pular de rope jump prestou socorro à jovem lançada sem corda Acesso à ponte onde jovem morreu é fechado em Limeira Governo federal avalia remover ponte de onde jovem foi lançada sem corda Entenda por que local onde jovem morreu se chama 'Ponte do Esqueleto' Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira Arte/g1 Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/07/02/morte-em-rope-jump-como-cor-de-cabelo-livrou-instrutor-de-responder-por-sumico-de-camera-que-gravou-queda-de-jovem.ghtml


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